segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Assim sim: calados é bem melhor!

"Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada."

Brasil versus Alemanha

A melhor: Alemanha perdeu no vôlei de praia.
Eu rio.
Di diz:
-Lógico que perdeu. Na Alemanha, não temos tanta praia como aqui no Brasil.

Tão bom falar coisa de mulherzinha...

Gente, esse blog é uma delícia de ler. Não sou mãe, não sei se quero ser. Confesso que as histórias bem-humoradas das mães me deixam menos tensa com toda essas coisas que passam na minha cabeça em relação a ter filho(a)... coisas do tipo: "pelo amor de Deus, vejam as crianças de hoje com Iphone. E já malhando com 7 anos. E já querem festa no Hopi Hari com 2 anos de idade, sabem as trendy fashion marcas de roupas. Tem Ipad, Ipod, Itunes, mas nenhum limite... E se ele ou ela for Maria vai com as outras? E se for briguento como a mãe? Deus, Deus, faça então puxar tudo do pai, por favor, por favor. Quer dizer, não tão passivo yoga zen assim. Melhor: pode até ser, mas nem tanto porque o instinto iogue samurai do meu marido é muy belo, mas chega a dar voltas no meu estômago once in a while."
O grau de zen chega a tanto que na nossa última viagem aos Estados Unidos, eu estava no hotel, assistindo TV e ele no trabalho. De repente, umas mensagens do nada apareciam na TV e eu percebia que o dia já tinha virado noite, que as  árvores pareciam que iam sair do lugar. Sim, eu estava no meio de um tufão que poderia chegar a qualquer momento.
A mensagem dizia: "warming,warming, you are in dangerous area. Look for a safe place. Look for a safe place."
Tipo, what a fuck?
Safe place?
Eu não vi nenhuma safe place por aqui.
Eu só sentia meu estômago revirando, a dor de cabeça a ponto de estourar também e "ah vá" que eu tinha algum meio de comunicação com ele... magina.
Para que um telefone. amor, ele disse... Tem o carro e se precisar, vai lá na empresa e me procura. Quando eu fui, ninguém o achou e sonha que eu poderia entrar lá no meio da planta e perguntar: "hi, do you know Mister Fischer, the engineer from Germany?"
Aí sim ele ficaria p. Algumas coisas deixam o Di p. da vida, mas não muitas: uma delas seria entrar no meio do trabalho dele, mais especificamente dentro de uma planta enorme de alguma indústria enorme, com um bando de gente enorme... como nos Estados Unidos.
Anyway, decorridas 6 horas de puro êxtase, ele chegou e eu dentro do armário. Oras, sempre foi um lugar seguro na minha vida e com o Ipod em mãos , recebendo mensagens de calma aí, vai dar tudo certo pelo facebook. Dentro do armário e com o Ipod nenhum Tufão poderia me levar. O dentro do armário não deixa de ser uma metáfora, hein?! Oh mundão de gente que sempre fica dentro do armário... Entenderam?!
-Di, Di, pelo amor de Deus, quase teve um tufão aqui e você nem ligou. Nada.
Ele me olhou, deu aquela risada indefectível e disse:
-Mas Ka, se você já tivesse morrido, de que adiantaria eu ligar?!
Com razão.
Não satisfeito, continuou:
-Mas olha só: tocou uma sirene lá e nos mandaram para os banheiros e tinha um árabe lá que ficou de cócoras no chão e começou a dizer alá, alá. Eu juro que rezei com ele, mas em silêncio. Rezei para não acontecer nada.
Quieto.
-Para você, lógico!
Pois é, e aí volto na história do filho. Um filho dele seria no mínimo instigante: poderia nascer na Turquia, na Índia, na Indonésia, na China. E caso ele não estivesse junto ou eu não estivesse junto com ele, temos o que, hein, hein?!
Skype!
E fui eu quem mencionei o lance do Skype achando que ele perceberia o drama, mas ele riu e disse que tem Vimeo também.
Pois então, filho é algo non sense.
Perder então... Não perder...
Mas por todos os lados o que vejo?
Mães, filhos, carrinhos. Não há um lugar no Mundo onde eu não veja a profusão de pequenos seres com suas risadas, gritos e a baba caindo pela boca. O mais importante e intrigante são as mães que perdem completamente qualquer tipo de nojinho, passando a mão mesmo na baba e continuam conversando com você como se aquilo fosse a coisa mais normal do mun-do. E eu já escrevi sobre isso. Leiam  AQUI.
E aí leio uma das postagens do blog MINHA MÃE ME DISSE e rio, identifico a minha irmã que já está famosa pra caramba.
Na crônica, Isabella Kanupp, escreve:
"E eu só conseguia pensar que ser mãe te trás um autocontrole incrível, porque em qualquer outra situação eu já teria partido para cima dele, até porque, eu estava desesperada, com medo, e sem saber o que a minha filha havia engolido.
Mas mãe que é mãe surta, grita, da aloka, e depois chora no banheiro. Se culpa porque justo naquele momento que foi checar o facebook a filha resolveu engasgar, se culpa porque pode ter sido um botão que sumiu, se culpa porque deveria ter levado em outro pronto socorro, e se culpa porque não bateu no plantonista..."
(Fonte: DAQUI )
Minha irmã pura, elazinha...
Lembro de quando fui com ela ao médico de pressão com o muleque (estou preservando o nome do meu sobrinho) e a, tadinha, se culpando pela pressão alta. Fiquei com ele no meu colo, tão pequenininho, tão lindo, um tipo de amor que é impossível explicar (ela disse a minha Tia Ana que gostaria de saber como é esse amor que tia sente por sobrinho, mas como parece que preciso trabalhar - e muito- essa ideia em minha cabeça, sente então, algo parecido, pela nossa prima mais nova).
Enquanto isso, ela conversava com o médico e eu me apaixonando mais e mais, o coração quase pulando. E aí ela apareceu com os olhos inchadinhos e contando que o médico lhe disse que mulher já nasce com a culpa tatuada no rosto.
Certos homens sabem de muitas coisas. Outros, fazem de conta que não sabem e outros, realmente, não sabem absolutamente nothing at all.
Ela também é a médica da família. É Química, mas se ela vê um fio de cabelo, do nada, caindo no seu ombro, danou-se.
-Ah, tem que ir a dermato, por favor.
-Eu estou avisando.Vai brincando com essas coisas.
-Olha, faz esse exame que é tiro e queda....
Ah, essa irmã... Se não fosse essa irmã e esse marido e essa família que eu amo. Ai, vou vomitar!
Só achei a coisa mais linda o último e-mail que ela me enviou, mesmo na correria de mãe, esposa, a detalhista, estudando, pesquisadora, seguidora do Doctor House, leitora de livros muito, muito chatos, etc.
Ela escreveu, depois de troca de dicas de produtos para cabelo, pele, de fotos, vida:
"Eu uso um óleo de argan muito bom, o moroconoil... ele é caro, mas é tuuuudo de bom... deixa o cabelo hidratado e sem ficar pesado... tão bom falar de coisa de mulherzinha... só com vc eu faço isso!"
Pronto: me sissi forever!
Não é para ter um site inteiro só para ela?!
E para o Di também.

P.S: No dia seguinte, Di foi até o gerente e perguntou sobre a área de segurança. Voltou para o quarto e disse: não tem.
Eu perguntei: o que eu faço então, Deus do Céu? Ele respondeu...
Calma, estão preparados.
Sim?
Certeza?
-Ka, ou você vai para o armário ou vai pra banheira e fica lá rezando alá, alá porque parece que dá certo.E não se esqueça: eu te amo.

Histórias de muito amor...

Este, acima, é o Shep, de 19 anos, carregado nos braços pelo seu pai no início desta semana, no Lago Superior.
O Shep adormece todas as noites quando é transportado para dentro do lago. O Shep está doente, tem uma doença crônica que o faz sofrer e somente melhora quando John o carrega nos braços desta forma, no lago. Só então adormece.
A flutuabilidade da água acalma os seus ossos artríticos. O Lago Superior nesta altura é quente, sendo a temperatura da água perfeita para ele. John salvou Shep ainda bebê, com apenas 8 meses de idade e ele tem sido a sua companhia, em muitas aventuras.

Esta é a Preta, minha filhinha que eu e meu marido orgulhosamente ADOTAMOS há mais ou menos 13, 14 anos. Ela nos adotou, na verdade.
Na primeira casa que moramos juntos, era muito engraçado já que toda vez que chegávamos, ela pulava, fazia festa.
Feinha, toda suja, magrinha, mas uma peste apaixonante. Foram várias conversas com o meu Di... Será?
É uma grande responsabilidade, mas eu sempre quis ter  um cachorrinho e minha mãe não deixava. Justamente porque nasceu com problemas nos olhos devido a toxoplasmose.
Enfim, um belo dia, Di me disse:
-Vamos deixá-la dormindo na garagem. Se ela ficar aqui e não fugir, ficamos com ela.
Eu mal conseguia dormir.
Mas lá estava ela na manhã seguinte.
Minha linda, minha "soldadinha inglesa" que tomou banho, foi ao veterinário, foi cuidada, amada...
Nunca vou esquecer do primeiro passeio de carro dela, mais precisamente para a casa da minha irmã que tinha um cachorro weimaraner, o Leo, o lindo, (engraçado que nós duas, assim que fomos morar com os respectivos namorados, quisemos ter cachorros) que não está mais aqui conosco.
Minha IRMÃ abriu a porta e quando a viu feinha, magrinha, sem nada de tchan (e levando em consideração que minha irmã tem um problema (?) enorme em mentir ou omitir) disse:
-Até que ela é bonitinha.
(falou baixinho).
Foi difícil minha vó aceitá-la. Tadinha: a Preta não tinha modos. Fazia xixi e etc dentro da casa e pior, dentro da casa da minha mãe e vó. Di ensinou tudo para ela e hoje ela é uma das cachorras mais espertas que já vimos.
É meu amor e amor da minha vó. Principalmente.
E a foto do Shep me fez lembrar de algo muito puro, mas muito engraçado e como somos apegadas demais. O tal do amor incondicional.....
Uma cena que, graças a Deus, não tinha doença envolvida.
Eu sempre entro no lago da chácara. Preta estava comigo. Ela odeia água. Se eu falo: "vamos tomar banho?", ela já começa a tremer, gritar. É muito engraçado, mas assim que ela viu que eu estava indo, nadando, ela entrou no lago, sem pestanejar... puro amor, amor...
Eu chorei, mas as lágrimas se perderam dentro da água.
E aí, muito, muito tempo depois veio o Dudu, o branquinho aí da foto. Outra longa história, mas também de muito, muito amor.

domingo, 5 de agosto de 2012

Ensaios sobre o amor e a solidão

AMADA AMANDA

Que loucura....
Em 2007, eu me lembro da história da Amanda.
estava passeando pela cidade com a Preta e vi um anúncio pedindo que as pessoas participassem de um grande ato ( o nosso heroísmo individual...) e aí, criei o blog AMADA AMANDA.
Escrevi:
"Essa coleta teve como objetivo encontrar um doador de medula óssea compatível com ela, mas as amostras coletadas também entrarão no banco de dados nacional de doadores para futuras e possíveis doações. Vou ser sincero, a priori, quando recebi o email avisando do evento, não dei muita bola, uma parte por odiar agulhas, outra parte por preguiça..... Mas depois, fiquei pensando se fosse minha sobrinha, ou uma amiga ou um amigo na situação da Amanda como eu estaria desesperado... Acabei me mobilizando com outro amigo para levarmos o maior número possível de pessoas, para nosso surpresa e frustração, só escutamos desculpas (aaahhh, tenho medo de agulha, tomo remédio, já tive tal doença, não vou pegar fila), tudo bem, ninguém é obrigado a doar nada..."
Fico entre a dúvida e, ou a certeza, de que em muitas coisas eu realmente não mudei, mas não sei, realmente, se isso é bom ou ruim.
Ela não ficou.
Ela foi.
Houveram outras pessoas, outras campanhas... e eu ainda procuro dentro de mim, fora também (mais fora do que dentro) a razão e não entendo que simplesmente não há razão.
Ah, ser uma mesa, como tantas e tantos, deve ser tão bom.
Tão delicioso se comprometer só e somente com a pedicure, manicure, com a limpeza de pele, com as compras de roupas e sapatos... juro que gostaria de viver um dia a vida de alguém assim e ver se também, alem do material, há o espiritual, o algo que encha de felicidade... que encha o copo até o fim... não só uma xícara de café!

É pavê ou pra comer? por Karina Petroni Fischer

Naquela manhã ela acordou decidida, mas era um de-ci-di-da que incluía que a decisão de decidir sobre as decisões dela era só dela: uma sensação boa, um pedacinho daquela paz que sempre quis.
Então, o que faria com aquela decisão de decidir, já que era sábado, não tinha que trabalhar? Manicure, ler um livro, comer algo deliciosamente bom e calórico, cinema?! Enquanto enumerava sua lista de “TO DO”, pensou que ultimamente tinha sido uma mulher que preferiu o nada a qualquer coisa, o zero ao risco do negativo, a sorrir amarelo a dizer dane-se. Por tanto tempo, que olhou no relógio e sentiu que já era tempo de conviver com aquela sensação, quase que surreal, de comer um pedaço de cheesecake com coca zero deitada na cama e sujando não só a cama, como o pijama. Sujava-se muito pouco. Ora, o que pensariam? Evitava até pedir macarrão al sugo junto com os amigos.
Pronto, a decidida decidiu: ia convidar todo mundo para comer macarrão. Lógico que pensariam que iria pedir, como sempre, algo que não a constrangesse ou aos outros, mas cara, gritou bem alto, eu faço isso há tantos anos! Pensando bem, desde que a mãe, quando ela tinha 4 anos de idade, em sua santa inocência, viu-a pegando a comida com a mão porque viu na TV crianças que faziam assim em uma aldeia e ríspida, disse: -”sua menina nojenta e sem modos, use o garfo e a faca!”
Será que ela comia macarrão com colher? Ela nunca viu! Freud, me explica?!
E ia convidar “ele”. Sim, ele e seus olhos absurdamente azuis que pareciam voar para fora e dentro, dentro e fora quando lhe dava as mãos e tudo o que ela mais queria era estar ao lado dele e daquela paz que ela temia tanto de tão desacostumada. Ah, como queria macarrão al sugo e ele.
Tuitou o recado do jantar. O mesmo restaurante, mesmo horário: melhor não começar já assustando. 15 respostas rápidas de Ipads, Ipods, Smartphones, Notebooks, PCs. Uma vida praticamente Miojo, filosofou.
E vamos passar a fita para a frente, por favor. Não, não, ela não ficou horas escolhendo o vestido, nem o sapato e nem fez cara de desesperada em frente ao espelho. Esqueceram que ela era a decidida?
O garçom chegou.
- Prontos para pedir?
Ela foi a primeira:
- Eu quero um belo prato de spaghetti al sugo.
O mundo parou naquele momento e tal. Entretanto, lenga-lengas geralmente são para livros que depois que viram filmes, frequentemente são cortados porque um filme custa muitos milhões de dó… euros, por assim dizer. Só um adendo: ele foi o único que delicadamente passou sua mão invisível bem na sua nuca. Ninguém viu, mas ela sentiu e ele também. Ô calor!
E o macarrão chegou: lambuzado, quase que erótico, como se Like a Virgin tocasse ao fundo.
- Garçom, por favor, me traga uma faca.
O garçom trouxe a faca e ela, naquele momento, era grande, enorme, poderia matar 10 pessoas, mas só matou a fome dela, do decote do seu vestido preto em V profundo e da toalha. Um batalhão, praticamente!
A conta chegou. Geralmente rachavam, mas não ia rachar nada. Rachar, sim, a cara daquelas caras de eu não acredito que ela matou o macarrão, ok, mas rachar vinho espumante que ela não tomava, nem pa… chega!
- Oh garçom, você cobra o meu separado aqui ó ( e foi entregando o cartão 5 estrelas toda orgulhosa). Não esquece de colocar uma boa gorjeta para ti, hein! Eu faço questão, já que eu é que comi o macarrão do jeito que eu queria e não como os outros acham que eu deveria e foi você quem trouxe a faca, AMIGÃO.
Ah, malandra! Então, era ela, ele e o macarrão: como um abraço imensurável que inseparavelmente sela e… mela!

Nem tudo o que reluz é louro… ou verdadeiro por Karina Petroni Fischer

Ficou sentada dentro do carro, segurando com ambas as mãos o volante do carro, olhando para a casa… dele, sim, dele. Olhava fixamente para a casa onde passava mais tempo do que o próprio tempo lhe oferecia. Lá era onde tomava café da manhã, onde cuidavam dos cachorros, onde faziam e desfaziam planos.
Os devaneios eram muitos… Alguém ou em algum dos livros que leu, já profetizava: “as separações não nos separam de quem amamos ou amávamos nunca porque não se separa de uma pessoa, mas de tudo que vem junto.” Ou seja, a hora de acordar, o café que só ele sabia fazer, o carinho dos olhos que se encontram no meio do nada e no meio da multidão, a chegada tarde da noite, as risadas ao relembrarem as piadas do Je… Levaria tempo para separar-se das lembranças, das cartas, dos presentes…
Olhava a casa e sabia cada coisa que ele estava fazendo. Depois da briga, devia estar sentado em frente à TV ou deitado na rede, enquanto os cachorros, o Bandido e o Velhaco tentavam, sem êxito, chamar sua atenção. Estaria chorando? Imagine, ele não chorava: apenas se enclausurava em seu mundo enquanto as órbitas, as estrelas, os universos paralelos se fechavam cada vez mais.
Dentro do carro, ela gritava, descontrolada, tentando bem de leve colocar passo a passo cada detalhe dos livros de auto-ajuda que leu, decorou… principalmente aquele cujo título era tão triste que ela pediu para um amigo gay comprar e ele, p da vida, comprou, virou cúmplice, mas nunca iriam esquecer a cara incrédula da vendedora.
- Pronto, agora além de gay, sou cross dresser, mas hoje decidi ser mais humildezinho e nem pedi pra usar o banheiro feminino.
Fazia tempo que não ria. Lembrou-se do caso Laerte, o cartunista, que se envolveu em uma polêmica: foi impedido de usar o banheiro feminino de uma Pizzaria já que é transgênero e se veste, desde 2010, como mulher.
De repente, o amigo gay que não tinha trejeito, era mais macho que muito hetero, segurou suas mãos e nem pensou se iria doer, mas disse:
- Não adianta mais e é por isso que esses livros vendem como antidepressivo, minha flor. Porque são a eles que você recorre quando tudo já foi por água abaixo, quando o jantarzinho romântico foi uma encenação de uma peça silenciosa, tipo aquelas peças cabeça do Zé Celso que metade do público, tirando os atores e atrizes, não vai entender o motivo de tanta gente pelada, aquela suruba cósmica em nome da arte (sic), mas que todos aplaudirão, comentarão que foi atroz, desafiador e blábláblá quando, na verdade, ficam mudos por dentro e aí vão tomar um chope. Acorde, it is over, acabou-se. Todo amor é um descanso na loucura ou da loucura. Quem disse isso, querida?
- Guimarães Rosa. E você errou. Ele diz: “Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”.
- Então, baby, se não há mais amor, não há saúde. E não é este livreco e nem eu que irão te ajudar porque primeiro: você não está poderosa, você engordou, está uma lástima, está o uó.
Nenhum livro nesse momento apaziguava a dor.
Lembrou-se do primeiro abraço e foi naquele exato momento logo após o nosso primeiro encontro que, muito esperto, ao invés de me beijar, você me abraçou longamente e aí se danou. Minha teoria me diz que quando um homem abraça uma mulher demoradamente, mexe com uma parte do cérebro dela, que faz com que ela sinta muita confiança nele. E, para que a gente não sofra depois, temos que pensar bem se o abraço vale à pena. Eu achei que valeu, que valeria.
A minha agenda da expectativa naquele dia estava sem nada, vazia. Acredite. E a sua? Estava marcado: achar a primeira idiota, bonita, com o cabelo bem-cuidado, sem saber se ela faz progressiva ou não e voilá: ficar alguns anos com ela até que o sino do “ah deu, deu, meu amor, tocasse!”
Enfim, me diz, me diz, pode haver algo mais estranho do que um ser vivo se apoderar da própria vivacidade apenas de vez em quando, somente em circunstâncias chamadas de especiais?
Ah, desse calor, Marie Claire, Cláudia, Vogue, a mulher do meu orientador falam, até a Oprah fala, pô, mas ninguém explica como apagar. E é aí que você sente aquele amor imenso – por tudo, por qualquer coisa: pelo trânsito caótico, pelos passarinhos e até pela periguete que ficou dançando a dança do acasalamento para ele na minha frente com o collant que hoje chamam de vestido, com aquele salto de 15 cm, gladiador, aquele cabelo até o traseiro, pintado de louro com cachos feitos com baby-liss.
Ódio dela? Imagine. Eu tinha vontade de abraçá-la e dizer: “calma, meu amor, porque você vai encontrar alguém assim como eu. Pode dançar, faz a nossa festinha, mas quem vai dormir agarrada a ele sou eu, quem vai ser beijada por ele sou eu, quem vai ter os filhos dele sou eu e eu, veja só, nem precisei me matar nesse salto alto que devia ter uma etiqueta junto escrito “advertimos que esse produto provoca graves problemas de escoliose.”
Ironia da vida!
Pois é: a gente nunca sabe quando e como começa, a gente nunca sabe de nada… e te vejo daqui. Acomodo-te no meu coração, bem lá no cantinho, pra nunca te deixar ir. Guardo-te. Já faz tempo que você vive dentro de mim, benzinho! A gente não escolhe, só sente. E diz que sim ao desconhecido. E se reconhece nele. A onda que bate aqui é forte, mas a maré vai diminuindo. Qualquer dia desses o mar vira vinho… seco, ou suave.
Mas te cuida, que eu tô indo nesse balançar… sozinha, nossa resolução: você fica com tudo o que já era seu e eu fico comigo e… te guarda. Eu te guardo. E vou. Eu fico doladecá. E vou vivendo, apesar de. Mas sei que mal de amor não tem cura, só presença. O encanto, guardo comigo. Sou olhos, ouvidos, braços e coração e fique com as chaves… pode ficar. Porque essa chave nem minha mais é e, de qualquer maneira, é para você se lembrar, mon amour, de tudo o que você perdeu por achar que havia mais na vida, muito mais na vida do que nós tínhamos, mas, sabe, cara, acho que nem você sabia o que tínhamos.
A partir de agora quero um reencontro comigo, com a diferença de que dessa vez não é qualquer pessoa que vai me desviar do que eu realmente quero. Não me anulo por mais ninguém!
Dou partida no carro, me olho no espelho e eu sei, ah como eu sei, como você sabe que ficou com a chave de uma porta que nunca mais vai se abrir. E onde mesmo eu vi aquela sandália poderosa de 15 cm… e gladiadora? E o cabelo?! Algumas luzes cairiam bem, hein?!
- Ai, como eu tô bandida!
Estado civil: apaixonada por ela! Ou pelo menos, começando.

SOMOS UM com os santos e com os bandidos... por Anna Sharp




Ana Amelia, é preciso saber em primeiro lugar que SOMOS UM com os santos e com os bandidos, que apenas nos espelha o que não queremos assumir internamente.
Em segundo lugar, a diferença entre culpa e responsabilidade. Votar em gente honesta ou entrar em papo de bandido é NOSSA RESPONSABILIDADE e não nossa culpa.
Por outro lado, não podemos nos culpar pelo voto errado, por estarmos enganados, e sim APRENDER, pois essa é a nossa função aqui. O grande erro é a nossa OMISSÃO!!!
SOMOS TOTALMENTE RESPONSÁVEIS PELO QUE FAZEMOS COM NOSSA VIDA E TAMBÉM PELO QUE FAZEM CONOSCO.
Não vivo fora da realidade Ana Amélia e sempre trabalhei com políticos atendendo-os em momentos de desespero ou de busca. Ajudei a vários a se conscientizarem e recebi algumas comendas por isso. Mas sei que uma verdadeira gangue tomou conta de nosso país, e isso É PROJEÇÃO NOSSA. Somos sim co-criadores com Deus do mundo em que vivemos e isso não é filosofia e SIM CIÊNCIA!Ser fisherada não quer dizer absolutamente, e se ainda acha que a culpa é do outro, está precisando se atualizar. A Ana Celia está citando um dos caminhos que poderia te atualizar em relação à culpa e poderia sim te ajudar muito na atuação de ajudar a melhorar o nosso país. Você sabe que o meu voto é seu.



(Anna Sharp)

sábado, 4 de agosto de 2012

Lembranças da minha viagem para Turquia

Eu não vou te ver mais.... porque eu te amo demais....

fogo...

perto de você é tudo novo. é como estar perto do fogo.
preparem-se porque, a partir de agora, vou contar uma história de amor louca, insólita, humana, demasiadamente humana, imprevisível, improvável, mas bem real: a história da minha vida (...) não se trata de uma simples narração de um passado longínquo, morto e enterrado, fruto de um devaneio nostálgico. é uma história cheia de vida, de intensidade e de revelações, que incide no presente e se projeta em direção ao futuro. portanto não se engane: o melhor ainda está por vir. |Lobão . 50anosamil|

Nem todos os jovens do woodstock morreram de overdose...

Nem todos os jovens do woodstock morreram de overdose...
por Evelise Maria Guariglia

Bons tempos aqueles em que éramos ingênuos...
Poderíamos começar assim: “o meu tempo é que era bom”.
Prefiro outro caminho: “meu tempo é hoje”.
Também tenho boas lembranças do passado e um distanciamento crítico, que me faz lembrar da juventude woodstock e contextualizá-la. Juventude que veio com força questionar, protestar e confrontar uma sociedade rígida cheia de preconceitos. O movimento jovem gerou uma força reacionária de igual intensidade.
Mas esta micro análise é genérica, em meio ao genérico havia, por um lado, jovens anônimos embebidos em drogas e que se perderam da vida, por outro, reacionários perversos que aproveitaram o momento para cometer todo o tipo de barbárie.
Estes jovens do passado (os tios e avós de hoje), puseram em movimento uma nova possibilidade de se viver em sociedade: valorização da individualidade, respeito às diferenças, realização pessoal, abaixo o preconceito e a discriminação.
Vejam só, que surpresa! Isto gerou uma força contrária e de igual intensidade. O radicalismo religioso, é um bom exemplo, floresce.E aqui estamos nós, século XXI, globalização, informação à mão, em pleno exercício de quebra de paradigmas. O regime? Capitalista. A ordem? Consumir informação, bens materiais, pessoas... O Imperativo? Ser feliz, sempre!
Hoje há um mundo de possibilidades, uma multiplicidade de escolha. Não existe mais receita dada, caminho certo ou modelo a ser seguido. A liberdade tem seu preço. O preço dela pode ter o nome de angústia.
Cada um responsável por inventar seu caminho. Maravilha!!! Bem melhor do que a sociedade engessada de antes. E o que se faz com a angústia diante de tantas possibilidades de escolha, o que se faz com o ter que ser feliz (afinal você pode tantas coisas!). Vislumbra-se como as drogas (lícitas e ilícitas) cumprem seu papel, elas são receita certa para o alívio da angústia e garantia de felicidade imediata, uma felicidade que se pode comprar.


Evelise Maria Guariglia
Psicóloga CRP- 06/22720-0
http://eveliseguariglia.blogspot.com.br/
evegua@terra.com.br
Espaço Singular
Rua Sete de Setembro, 3264
http://www.youtube.com/watch?v=vgk9Fa9fiAY

Pois é, os paraísos artificiais... A liberdade tem seu preço. O preço dela pode ter o nome de angústia. but KEEP WALKING. where?
who knows?
(Karina Petroni Fischer)

Pelos amores felizes, pelos dias melhores, pelas amarras desfeitas, agora e para sempre, amém!


sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Filhos e ex-mulher...

Mudei um pouco de padaria.Mudamos também de local de almoço, do café, sempre bom mudar...
Me intriga, me instiga observar as pessoas, ouvir o que elas querem que seja ouvido.
Três homens, sendo um mais velho diz, entre um expresso e outro, em sua vasta (?) sabedoria:
- Há duas coisas que são eternas...
Pausa.
Pronto, pronto, hoje receberei um ensinamento, algo que mudará toda a minha vida.
Ele diz:
-Filhos e ex-mulher.
....
-Mas me dou bem com todas elas.
ok!